Anvisa mantém proibição de uso, distribuição, fabricação e comércio de lotes da Ypê
Recolhimento do produto foi suspenso até avaliação de proposta apresentada pela empresa
Publicado em 15/05/2026 13h42 Atualizado em 15/05/2026 14h09
1ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa - 2026 Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa
ADiretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Na prática, significa que a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos com lotes de numeração final 1 - elencados na Resolução 1.834/2026 - permanece válida. O recolhimento foi suspenso.
O recurso apresentado pela empresa seguirá o trâmite normal na Agência e um plano de gestão para os produtos já distribuídos, incluindo orientações ao consumidor, deve ser apresentado pela fabricante. Até que seja iniciado, a recomendação é que as pessoas não usem os itens suspensos e mantenham esses produtos lacrados ou bem fechados em local seco e ventilado. Outras orientações serão fornecidas pela empresa, que pode ser contatada por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
Ações de correção
Em reuniões técnicas realizadas nesta semana, a empresa reconheceu que as falhas apontadas pela fiscalização da Anvisa e de São Paulo precisam ser corrigidas. Relatou o aporte de investimentos e apresentou mais de 200 ações que estão sendo implantadas nas linhas de produção e controle.
O relator do recurso, diretor-presidente Leandro Safatle, destacou que “fica evidente a convergência de interesses entre o poder público e a empresa: promover os ajustes necessários, corrigir falhas identificadas e assegurar à sociedade a disponibilização de produtos que atendam aos requisitos de qualidade e segurança. É importante destacar que a empresa tem buscado diálogo com a Anvisa”.
Desde o início da suspensão, determinada pela Agência em 7 de maio de 2026, a empresa informa que manteve sua linha de produção inoperante, iniciou as ações de limpeza, a readequação de processos, a melhoria do controle de qualidade e aquisição de equipamentos.
Em breve, a Anvisa vai organizar uma nova inspeção para avaliar o avanço das correções. A Agência se colocou à disposição da Química Amparo para fornecer orientação técnica, esclarecer dúvidas e apoiar, no âmbito de suas competências, a avaliação das medidas propostas.
Próximos passos
A expectativa é que a adoção de um plano de gerenciamento para os produtos com risco sanitário, previamente validado pela Anvisa, reforce o controle e monitoramento das ações implementadas. Dessa forma, também é assegurado que as medidas sejam conduzidas de forma organizada e efetiva, reduzindo os riscos à população.
Histórico
Em inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo (GVS-Campinas), foram detectadas 76 irregularidades. Entre os problemas em etapas críticas de produção, foram constatadas falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.
A Anvisa destaca que a decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após a fiscalização conjunta na fábrica.
Entenda o caso
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No dia 7 de maio de 2026, a Anvisa publicou a proibição e recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê.
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A medida da Anvisa foi temporariamente suspensa na sexta-feira (8/5), após a empresa apresentar recurso contra a decisão da Agência.
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Por lei, o efeito suspensivo acontece automaticamente, ou seja: assim que o recurso chega, a decisão da Anvisa é suspensa.
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Nos casos em que a Anvisa entende que o efeito suspensivo traz riscos à saúde, a Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) pode votar pela “retirada do efeito suspensivo”.
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Quando isso acontece, a proibição inicial volta a valer, enquanto o recurso segue seu trâmite normal dentro da Anvisa.
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Retirar o efeito suspensivo significa dizer que há um risco imediato que precisa ser prevenido e não pode esperar, diante do potencial impacto à população.
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Nesta sexta-feira (15/5), na 1ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada - 2026, os diretores mantiveram as proibições e suspenderam apenas o recolhimento.
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A retirada do efeito suspensivo é uma previsão legal aplicada quando há necessidade de prevenção imediata de riscos à saúde e não é possível aguardar a conclusão do processo administrativo.
Leia os votos dos diretores:
Conteúdo relacionado
- Voto do diretor-presidente Leandro Safatle- Caso Ypê_15.05.2026 1.pdf
- VotoYpDiretorDaniel4Diretoria.pdf
- copy_of_VotoYpDiretorDaniel4Diretoria.pdf
- VotoYpDiretoraDaniela2Diretoria.pdf
- VotoYpDiretorThiago5Diretoria.pdf
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-man...
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A Anvisa informa que o julgamento do recurso da empresa Química Amparo LTDA, sobre a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de produtos da marca Ypê, será realizado na próxima sexta-feira (15/5) em reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Agência.
Em inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo (GVS-Campinas), foram detectadas 76 irregularidades e mais de 100 lotes de produtos comprometidos.
A empresa se comprometeu a apresentar à Anvisa um novo plano de ações corretivas e investimentos nesta quinta-feira (14/5). A Agência mantém a recomendação de não utilizar os produtos listados na RE 1.834/2026 e de buscar o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa.
A data foi apresentada nesta quarta-feira (13/05), em reunião da Diretoria Colegiada.
Confira a lista completa de produtos afetados
Link: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/nota-a-imprensa-1
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Mesmo com efeito suspensivo, Anvisa mantém orientação de não utilizar produtos da Ypê
Agência determinou recolhimento de produtos após identificar falhas graves na produção
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que mantém a avaliação técnica do risco sanitário na linha de fabricação dos produtos da marca Ypê, fabricados pela empresa Química Amparo (CNPJ 43.461.789/0001-90), na unidade localizada em Amparo (SP). Como a empresa apresentou recurso contra a Resolução 1.834/2026, as ações determinadas pela Anvisa estão sob efeito suspensivo até o julgamento pela Diretoria Colegiada da Anvisa, previsto para ocorrer nos próximos dias.
Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa recomenda que os consumidores não usem os produtos indicados, por segurança. É de responsabilidade da empresa orientar cidadãs e cidadãos, por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), sobre procedimentos de recolhimento, troca, devolução, ressarcimento ou outras providências cabíveis.
Suspensão e recolhimento
Nesta quinta-feira (7/5), a Resolução 1.834/2026 da Anvisa suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de produtos lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetante da marca, de todos os lotes com numeração final 1.
A decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida pela Anvisa em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após inspeção conjunta realizada com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo) na semana passada.
Durante a inspeção, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo. Entre eles, incluem-se falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de ocorrência de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos patogênicos.